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Uma noite entre taças, sabores e boas companhias na Granja Viana
Por Mônica Xavier
Há noites que são simplesmente um jantar. E há aquelas em que a mesa se transforma em ponto de encontro, o vinho vira assunto, a gastronomia ganha novos significados e, quando percebemos, já estamos vivendo uma experiência daquelas que merecem ser compartilhadas.
Foi assim a noite da última Petite Confraria, realizada no Chez María Bistrô, na Granja Viana, sob o comando da sommelière Paula Porci, criadora da Confraria das Granjeiras.
E eu fui sem o marido! Desta vez, a companhia ficou por conta de algumas amigas que já fazem parte daquelas mesas que encontro habitualmente nos eventos da Confraria das Granjeiras. Ou seja: o vinho era diferente, o formato era outro, mas a sensação de reencontrar pessoas queridas estava garantida.
A noite estava especialmente agradável. As janelas abertas deixavam entrar o ar fresco, a temperatura colaborava e, para completar o cenário, ainda tivemos uma lua daquelas que parecem participar discretamente da programação. Tudo isso somado a uma boa mesa, boa conversa e, claro, bons vinhos.
Da Confraria das Granjeiras para uma experiência mais intimista
Para quem ainda não conhece o trabalho de Paula Porci, vale prestar atenção.
Sommelière, consultora, palestrante, colunista de bebidas e juíza de vinhos, Paula é a idealizadora e fundadora da Confraria das Granjeiras, criada para reunir mulheres apaixonadas por vinho e, principalmente, por boas experiências.
A Confraria cresceu, ganhou força e se tornou uma verdadeira comunidade de mulheres. Hoje, seus encontros são muito mais do que degustações: são momentos de convivência, aprendizado, networking, amizade e celebração.
E foi justamente pensando em criar experiências diferentes que surgiram as Petite Confrarias.
Menores e mais intimistas que os grandes encontros da Confraria das Granjeiras, elas acontecem em restaurantes da região da Granja Viana e têm uma característica interessante: desta vez, homens também são muito bem-vindos à mesa.
É uma proposta mais próxima, quase como reunir um grupo de amigos para uma noite especial, só que com a curadoria de quem entende muito de vinho.
Uma noite dedicada à Casa Almeida Barreto
Nesta edição, os protagonistas das taças foram os vinhos da Casa Almeida Barreto, vinícola paulista localizada em Espírito Santo do Pinhal, na Serra da Mantiqueira.
E não era uma vinícola qualquer que estava chegando à nossa mesa.
À frente do projeto está Gabriel Almeida Barreto, que trocou a advocacia pelo universo do vinho e buscou formação em importantes regiões produtoras da Europa, como Bordeaux, na França, e o Douro, em Portugal.
A vinícola vem chamando atenção no cenário nacional e acaba de viver um daqueles momentos que deixam qualquer amante de vinho orgulhoso do que é produzido no Brasil: em 2026, a Casa Almeida Barreto foi eleita Vinícola Brasileira do Ano pelo Guia Descorchados, enquanto seu Paralelas Cabernet Franc 2024 recebeu o título de Melhor Vinho Tinto do Brasil, com 94 pontos.
Produzidos em uma região de altitude da Serra da Mantiqueira, os vinhos da Casa Almeida Barreto carregam justamente algumas características que vêm colocando o terroir brasileiro no radar dos apreciadores: frescor, elegância, personalidade e identidade.
E quem melhor para nos apresentar tudo isso do que o próprio enólogo?
Gabriel Almeida Barreto esteve presente durante o jantar, conduzindo a apresentação dos vinhos e compartilhando um pouco da história e das particularidades de cada rótulo.
Ao longo da noite, quatro vinhos acompanharam o jantar harmonizado preparado pelo Chez María Bistrô, criando aquela deliciosa brincadeira entre aromas, sabores e descobertas que só uma boa harmonização consegue proporcionar.
Mais do que vinho, encontros
Mas talvez essa seja justamente a grande sacada das experiências criadas por Paula Porci.
Porque, no fim das contas, ninguém sai de uma noite dessas falando apenas sobre vinho.
A gente fala sobre a vida.
Sobre negócios, viagens, restaurantes, filhos, projetos, histórias, planos e, inevitavelmente, sobre aquela amiga que não víamos há algum tempo.
O vinho entra como protagonista, mas a experiência acontece ao redor da mesa.
E Paula parece entender muito bem isso.
Seu trabalho à frente da Confraria das Granjeiras mostra que criar encontros também é uma forma de criar conexões. E talvez seja por isso que a Confraria tenha conquistado tantas mulheres e continue crescendo: porque existe ali algo que vai muito além da taça.
Existe pertencimento.
As Petite Confrarias seguem justamente por esse caminho, proporcionando encontros menores, mais próximos e cheios de personalidade, sempre com a combinação que costuma dar muito certo: boa gastronomia, bons vinhos e gente interessante.
E se depender de mim, podem continuar acontecendo.
Afinal, algumas noites merecem mesmo ser brindadas.
📸 Foto de capa: Fábio Estevão
Siga e conheça:
@confrariadasgranjeiras
@casaalmeidabarreto
@chezmariabistro
@o_fabio.estevao
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Trancosina: quando a natureza vira acessório de moda
A criatividade artesanal transforma materiais inusitados em bolsas esculturais e mostra que a moda brasileira tem muito a contar.
Você já imaginou carregar uma bolsa que, além de complementar o look, também conta uma história sobre a natureza, a criatividade e as tradições de uma família?
É essa a proposta que encontramos no trabalho de Lara Lumiere, criadora da Trancosina, marca nascida em Trancoso, na Bahia, que transforma materiais pouco convencionais em bolsas que chamam a atenção pela originalidade.
Conchas de mexilhões, escamas de peixe, folhas de bambu e elementos de madeira deixam de ser apenas materiais e ganham novas formas, texturas e funções. O resultado são acessórios que passeiam entre a moda e a arte, mostrando que uma bolsa pode ir muito além de sua função prática.
Mas existe algo ainda mais interessante nessa história: o trabalho de Lara tem raízes familiares.
Ela cresceu observando a mãe e a avó trabalhando com costura. Ainda jovem, começou a experimentar suas habilidades e descobriu que aquele conhecimento poderia abrir caminhos para a própria expressão criativa. A madeira presente em algumas de suas criações também carrega um significado especial, já que as miçangas são produzidas a partir do trabalho de seu pai, marceneiro.
Percebe como uma peça pode carregar muito mais do que beleza? Ela pode reunir memória, afeto, conhecimento e identidade.
A valorização do feito à mão
Em um mercado acostumado à produção em larga escala, o trabalho artesanal ganha espaço justamente por oferecer outra perspectiva sobre o consumo. Em vez de apenas acompanhar tendências, essas criações apresentam histórias, escolhas de materiais e processos que tornam cada trabalho particular.
A moda contemporânea tem aberto espaço para essa conversa. O artesanato brasileiro, com sua diversidade de técnicas, materiais e referências culturais, mostra que criatividade e identidade não precisam seguir fórmulas prontas.
No caso da Trancosina, a relação com Trancoso aparece na escolha de materiais ligados ao cotidiano praiano e na liberdade de experimentar novas possibilidades. Há também uma preocupação com as escolhas de matéria-prima, como o uso de conchas de mexilhões descartadas e miçangas de vidro em determinadas criações.
É uma maneira interessante de repensar aquilo que normalmente passa despercebido e descobrir novos caminhos para a criação.
Moda também é expressão
Os acessórios têm um papel importante na construção do estilo pessoal. Eles podem transformar uma produção básica, revelar preferências e comunicar muito sobre quem os escolhe.
Uma bolsa artesanal de formas esculturais, por exemplo, pode ser o ponto de destaque de um look composto por peças simples. Ela não precisa disputar atenção com a roupa. Basta que exista harmonia entre o acessório, a ocasião e a personalidade de quem o usa.
E aqui vale lembrar: não precisamos usar tudo o que está na moda. Precisamos descobrir aquilo que conversa com a nossa identidade.
O trabalho de Lara nos convida a olhar para os acessórios com mais curiosidade e a reconhecer o valor de quem cria com as próprias mãos.
Afinal, quando a moda encontra a arte, a natureza e a história de quem produz, o resultado pode ser muito mais interessante do que uma tendência passageira.
Porque estilo não é apenas vestir o que está em alta. É também escolher aquilo que tem significado para você.
@trancosina
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Santo André se prepara para evento histórico do Direito Constitucional com presença do ministro Luiz Fux
SANTO ANDRÉ (SP) — A cidade de Santo André será palco de um importante encontro jurídico e acadêmico nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026. A Faculdade de Direito Santo André (FADISA) promove o 14º Congresso de Direito Constitucional, com o tema “O Estado Democrático de Direito para mulheres e meninas no Brasil”. O evento está marcado para as 15h, no Parque Tecnológico de Santo André, localizado na Rua Visconde de Taunay, 70, no bairro Tamanduateí 5.
Organizado pela FADISA, sob a liderança da Magnífica Reitora, Professora Doutora Arleide Braga, o congresso tem como proposta promover reflexões sobre o Estado Democrático de Direito, a Constituição Federal e os mecanismos de proteção dos direitos das mulheres e meninas brasileiras.
Um dos grandes destaques da programação será a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dr. Luiz Fux, anunciado como palestrante de honra. Sua presença confere relevância nacional ao encontro, que pretende reunir representantes do meio jurídico, acadêmico e institucional em torno de questões fundamentais para a sociedade brasileira.
Lideranças do Direito e da Justiça
A programação anunciada pela organização reúne profissionais com atuação em diferentes áreas do sistema de Justiça e das instituições públicas. Entre os nomes confirmados no convite estão a procuradora-chefe do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dra. Letícia Formoso Delsin; a procuradora-geral do Estado de São Paulo, Dra. Inês Coimbra; a procuradora-geral do Município de Santo André, Dra. Isabela de Fátima Lhano; a defensora pública-geral do Estado de São Paulo, Dra. Luciana Jordão; o promotor de Justiça Dr. Rafael de Oliveira Costa; e a delegada de Polícia Civil Dra. Raquel Galinatti.
A proposta é estimular o diálogo entre diferentes instituições e áreas do conhecimento jurídico, ampliando o debate sobre a efetividade dos direitos fundamentais, a igualdade e a proteção de mulheres e meninas no país.
O papel da FADISA na formação jurídica
À frente da organização científica do congresso, a professora doutora Arleide Braga, reitora do Grupo Educacional FATEJ, FADISA e FAPISA, reforça, por meio da iniciativa, a importância de aproximar o ambiente acadêmico dos grandes debates constitucionais contemporâneos.
A realização do congresso representa uma oportunidade para Santo André receber um encontro de projeção jurídica e institucional, valorizando a educação, a produção de conhecimento e a discussão de temas essenciais à democracia brasileira.
Serviço
Evento: 14º Congresso de Direito Constitucional da FADISA
Tema: “O Estado Democrático de Direito para mulheres e meninas no Brasil”
Data: Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Horário: 15h
Local: Parque Tecnológico de Santo André
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 70 — Tamanduateí 5, Santo André (SP)
Palestrante de honra: Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal
Organização científica: Professora Dra. Arleide Braga
O congresso promete colocar Santo André no centro de uma importante discussão sobre Constituição, democracia e direitos fundamentais, reunindo representantes de diferentes setores para refletir sobre os caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária.
Inscreverem-se : www.fatej.edu.br

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Uma faixa, mil possibilidades: reinventando o jeito de vestir
A moda tem dessas coisas deliciosas: resgata elementos de outras épocas, apresenta novas propostas e nos convida a experimentar. Mas, às vezes, a grande sacada não está em comprar uma peça nova, e sim em descobrir uma maneira diferente de usar aquilo que já temos.
É nesse espírito que surge a inspiração cummerbund, uma referência que vem da alfaiataria masculina e que, reinterpretada, ganha espaço nas produções femininas.
Tradicionalmente, o cummerbund é uma faixa larga usada na cintura, especialmente em trajes formais. Na moda atual, sua inspiração ultrapassa os limites da peça original e se transforma em um recurso criativo para marcar a silhueta, brincar com proporções e acrescentar personalidade ao visual.
E o mais interessante é que não precisamos nos prender a um único material ou formato para aderir à proposta.
Faixas de couro podem trazer estrutura e modernidade a vestidos, camisas amplas e peças de alfaiataria. Já as versões em tecidos como seda, cetim ou linho permitem composições que transitam entre o sofisticado e o descontraído, dependendo da combinação escolhida.
Mas minha sugestão favorita talvez esteja bem mais perto do que imaginamos: as echarpes e os lenços que já moram no nosso armário!
Aquele acessório que usamos tradicionalmente no pescoço pode ganhar uma nova função quando amarrado à cintura. Sobre um vestido, cria um ponto de interesse. Com uma camisa mais soltinha, ajuda a definir a silhueta. E, combinado a uma calça de alfaiataria, pode acrescentar cor, textura e um toque de originalidade à produção.
É uma maneira simples de renovar o visual sem necessariamente renovar o guarda-roupa.
O segredo está na combinação. Uma faixa mais estruturada pode equilibrar peças fluidas, enquanto um tecido leve pode suavizar a rigidez de uma produção de alfaiataria. O importante é observar as proporções e, principalmente, perceber como nos sentimos ao vestir aquela composição.
Vale experimentar, testar amarrações, misturar texturas e sair um pouquinho do lugar-comum. A moda também é um exercício de criatividade, e não existe uma única maneira correta de usar uma tendência.
Aliás, essa é uma das coisas que mais gosto na consultoria de estilo: ajudar mulheres a enxergarem novas possibilidades nas roupas que já possuem. Muitas vezes, o que falta não é uma peça no armário, mas um novo olhar sobre ela.
Afinal, estilo não se constrói apenas com novidades. Ele se revela nas escolhas, na personalidade e na liberdade de adaptar as referências à nossa própria história.
A moda passa, seu estilo fica. E, quando aprendemos a usar a criatividade a nosso favor, uma simples faixa pode se transformar em mil possibilidades.
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